segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O fim da Odisséia


AAAHHHHHHHH!!!!!!!!!!!

puuutaa quuee pariuuu!!! Ninguém merece!!!! 20 dias de Manaus City a Rio City é foda! E o pior de tudo é que são 20 dias a ferro e fogo! na saída da barra norte tive no meu quarto de serviço a velocidade recorde da marinha mercante mundial: 1.7 nós! é verdade! estava eu no meu serviço madrugadal (0400 as 0800) sozinho, por que imediato que é imediato não acorda cedo rsrsrsrs, quando, depois de um trem de swells, o navio que desenvolvia sua velocidade média de 3 nós, foi jogado de lado! pra terem uma noçao, estava eu distraído vendo o dia amanhecer quase na proa (o navio estava no rumo 115º) Quando olhei pra boreste, o céu claro, logo percebi que o rumo alterou violentamente e me assustei. Quando fui até o leme, a giro indicava rumo 019º. Tirei do automático e guinei manualmente para boreste com 30 de leme, por que o piloto automático está programado para só usar até 10º de leme para cada bordo. Quando percebi que o navio não estava respondendo, olhei para o GPS que indicava a velocidade de meros 1.7 nós! Fiquei um pouco preocupado, mas felizmente estávamos a 30 milhas da costa e não havia embarcações por perto, então fiquei calmo e manobrei o navio tranquilamente. Depois que botei o navio no rumo original, registrei no bandalho e esperei o imediato chegar, lá pelas 0700 da manha ele cegou e eu o avisei do ocorrido, ele falou e falou e reclamou da empresa, da vida e de muitas coisas, menos do ocorrido (???). Depois que eu já tinha esquecido o assunto ele falou que eu tinha feito tudo certin (ponto pro pratica!) e tornou a reclamar da vida (e bater nos equipamentos do passadiço). Velho, ele dá uns tapas violentos nos GPS e radares. aiuaheiuaeh.


E esse é apenas um episódio da Odisséia da casa mal assombrada, pra nao dizer que o chemaq foi se encostar na mesa, o tampo caiu e ele quae caiu por cima da haste de metal central que dá sustentação à mesa. O radar desligando sozinho. O Toldo caindo por cima de todos durante o churrasco (rapaz... esse navio é mal assombrado mesmo). O terceiro maquinista aprendendo ponto estrela e reta da manhã, deixando o chemaq de coração partido. Quebrou a rede de esgoto. Parou de funcionar a descarga a vácuo. Os tanques de lastro estão com os pocetos entupidos. os porões estão minando água. e por aí vai... esse é o que o nosso mestre Silvio Maia chamaria de Clunker Ship.

 

Passei pelo Menelaus lá em Fazendinha, chamei no VHF o Castillo de Guadalupe e o Santa Klaus (trocadilho com Santa Claus, papais noel, pq o menelas tah com uma barba sinissssstraaa! uaiheiouahe) ficou com vergonha, falou pouco e sobre poucas coisas, mas valeu a pena. Detalhe, eu sei que ele tava com vergonha por que o prático que atendeu a chamada lá com ele, foi o que foi pro meu navio depois, e me disse que ele ficou felizão! E eu também Menelas!Passei por Vivian no Aliança algumacoisa mas não falei com ela por que ela é das obras (maquinista), mandei um beijo pra ela e o oficial falou que nao ia mandar nao, por que pegava mal. Um belo de um filadaputa, nem vou dizer quem é pra nao me complicar depois. Depois passei pelo Quirino e o Angelo no Lorena deixei um abraço pros dois com a imediata que eu conhecera em Salvador antes de embarcar, mas ela não me reconheceu, ou não lembrou, enfim...


E por outro lado, durante a viagem, durante um dia desses qualquer, fui pra asa e fiquei o que acredito ter sido um metro de uma gaivota (Fernão Capello), assoviei pra me comunicar com ela, e ela olhou pra mim por um instante (com desprezo eu acho) e saiu de perto, acho que só estava tão perto de mim por que não me notara. Lá pelos 15º Sul, ví famílias e mais famílias de baleias. Algumas delas estavam com frio, por que estavam tentando sair d'água saltando e tal. Outras estavão resfriadas, por que espirravam o tempo todo. Deve estar muito frio mesmo... haiuoehaioheuaiueh.


E ainda por cima, depois de vinte dias nessa MERDA de navio fudido dessa empresa de lascar com a paciência de qualquer um, ainda tenho que ficar fundeado na barra do Rio de Janeiro vendo o corcovado e o Cristo ao longe. Mas o pior de tudo é saber que enquanto estamos sem rancho(comida), a empresa pagou 119.000,00 USD (United States Dollar), 17.000/dia, para ter o navio escoltado por um rebocador do porto de manaus até Fazendinha.


E pra quem não esteve lá, aí vai uma foto de minha última estada em Salvador com o querido Dion e o rasta grampa. Infelizmente o Cid nao saiu na foto, mas nao tem problema, ele é de Salvador e podemos tirar outras fotos depois


abraços a todos

Um comentário:

  1. E aew Marcos.. td tranquilo?!
    To acompanhando aqui as suas aventuras e curtindo pra caramba (não que seja bom ver alguém se f***), mas é irado saber sobre esses relatos de bordo pra quem ainda ta de fora.
    Abraço

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