No princípio era o verbo, e o verbo estava com deus, e o
verbo era deus.
O único fato interessante a falar sobre os últimos dias de
minha rotina massante de bordo é que, no serviço das 2000 as 2400 do dia 29/06,
o meu instrutor (1ON) me perguntou quantos meses de embarque eu tinha e antes
mesmo de eu responder (ele achava que eu tinha 3 meses, mas a verdade é que são
meros 39 dias na data) falou que eu já tinha condição plena de assumir a função
de 2ON num navio, e tirar meu serviço tanto navegando no passadiço, como também
no comvés em operação de carga e
descarga.
E por isso começo o post de hoje com essa passagem bíblica
de João 1, 1 e escreverei finalmente sobre os demais temas que me propus na
primeira postagem. Então irmãos e irmãs, abram suas mentes e estejam prontos
para deixar cair alguns paradigmas históricos que carregam consigo como uma
cruz.
A bíblia, meus queridos, é uma coletânea de livros alegóricos
que ensinam àqueles que tem olhos para ver.
Vamos começar explicando a palavra religião cuja raiz
etmológica é a palavra latin religare. Meus
queridos, o ator de religar-se ao divino, ao seu Deus, seu Mestre Interior, a
Consciência Cósmica ou como quer que você chame, não está diretamente ligado a
nenhum dogma religioso. Como diz a própria Bíblia, que os evangélicos tão
constantemente recitam sem entender seu verdadeiro conhecimento: “Mas o
Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta.”
Em Atos 7, 48.
Antes de de fato discorrer a citação do começo do post, vou
dar mais uma deixa bíblica para os meus amigos curiosos:
Mateus 4, 10-12.
“Quando se achou só(Jesus), os que estavam ao redor dele,
com os doze (apóstolos), interrogaram-no acerca da parábola. E ele lhes disse:
A vós é confiado o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se lhes diz
por parábolas; para que vendo, vejam, e não percebam; e ouvindo, ouçam, e não
entendam; para que não se convertam e sejam perdoados.”
Os parenteses fui eu que botei... não tem na bíblia não... é vcs não se perderem.
Pois bem. A citação do começo do post é uma máxima ocultista
antiga, ensinada desde as escolas de mistérios do Antigo Egito. Acontece que
essas escolas eram várias, apesar de estudar basicamente os mesmos princípios
místicos. Apenas quando o Faraó Tutmés III (1504 – 1447 a.C.) , que era um
iniciado nessas escolas, foi escolhido para suceder seu pai no trono, foi que
ele resolveu unificar as várias escolas. Também, foi o escolhido para ser o
Grande Mestre desta ordem e acabou por ser o primeiro soberano a receber o
Título de Faraó.
Essa citação enuncia a poder criador do verbo. Se você não
for preguiçoso e pegar a bíblia para ler com seus próprios olhos, vai perceber
que nos 2 versículos seguintes a afirmação tira qualquer resquício de dúvida
mesmo dos cegos. Não vou botar aqui por
que não vou entregar tudo de mão beijada. Pois é, os rozacruzes, maçons,
wincans, druidas, templários e outras mais ordens iniciáticas DISCRETAS (discretas
e não secretas como pensa o gado tendo inclusive site e CNPJ, procurem) sabem disso e nisso baseam sua vida e
ensinamentos. Todo ato criador começa pela verbo. EU VOU FAZER ISSO. EU VOU SER
FELIZ. NÓS CRIAREMOS UM NOVO MUNDO. ELE TRARÁ A PAZ. É preciso proclamar o seu
intento com fé intensa (que é um dos pilares da magia prática, sobre a qual
discorrerei em outros posts) e começar o seu trabalho a partir disso.
A psicologia também estuda isso e mostra o poder do verbo em
demonstrações de hipnose ou programação neuro-linguística. Mas isso é assunto
para outro post. Por que o assunto é muito extenso.
Outro mito muito comum à cultura ocidental é a visão
antropomórfica de Deus. E exclusivamente masculina. Senhoras e senhores, a
bíblia atual é uma colcha de retalhos e para fazer justa compreensão da
verdadeira palavra deve-se recorrer à original em hebraica. Nas primeiras três palavras,
a palavra usada para Deus é ELOHIM. ELOHIM na verdade é um dos muitos nomes
dados a Deus ao decorrer da bíblia e esta em específico tem um significado
especial. A raiz El é Deus em hebraico e é masculina. A forma feminina é Eloah,
e significa Deusa. Elohim é o seu plural e engloba os dois gêneros. Logo, Deus
é uma figura andrógena. Em contraste com a figura barbuda no alto das nuvens
nos observando e julgando todo ato nosso, nas primeiras 3 palavras da Bíblia,
Deus é definido como tendo em si o divino feminino e masculino. Mas isso nem é
novidade pra quem já assistiu o novo filme de Dan Brown né?!? Para asseverar-se destes novos conceitos apresentados, vocês podem (devem) assistir a um documentário chamado "O jardim Secreto para o Éden".
aí segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=I82ns3IUnrM
pronto. de mão beijada.
Para o post não ficar muito comprido, eu vou ficando por aqui. Quem quiser mais explicações a respeito do que foi dito neste post, pede nos comentários e diz o que não entendeu. Além disso, vou deixar vocês escolherem o assunto do próximo post. As opções são: continuar o Misticismo bíblico. Falar sobre hipnose e programação neuro-linguística. Ou Mais navegação e minha estada em Salvador, desta vez com meu irmão VoVoW e o Sid que vieram de férias do CIABA.
Um Abraço a todos!





